sábado, 12 de março de 2011

Quando você se foi

O que é a dor da perda? 
Um buraco no peito, um vazio na sala
O cheiro sem corpo no ar
Um filho, um pai, um amor
Um cão, um amigo, um irmão
A dor independe do laço
O desejo do abraço 
Se perde no espaço...

Quando você se foi..

Que vazio é este que se fez em mim?
Desde que você cruzou aquela porta afora, 
parece que a minha vida se foi com você.
Cade aquele tanto de vida que eu tinha pra viver?
Cade a minha correria?
Cade o meu dia-a-dia?

Não sei onde estão meus atos, 
meus fatos,
meus pertences de fato.

Que poder é esse o seu
que levou consigo a minha fome, 
o meu sono,
a minha sede? 

E agora eu fico aqui, 
achando os dias imensos,
os frios intensos,
as noites sem fim.

Insisto em te buscar
meu silêncio  te grita
Que graça tem voltar à vida
se você não está mais lá?

Que vazio é esse, que se fez aqui?
Estou mais em você
Do que em mim

Vamos mudar de rumo
Você segue, eu fico aqui 
Te liberto pro caminho
E volto de volta pra mim...

Leila Rodrigues

4 comentários:

  1. Quando as pessoas se vão, não significa que não estão mais juntas... a proximidade não é estar do lado, é sentir a pessoa que não esta aqui, presente o tempo o todo! Você sabe como é. Eu sou meio você e você é metade de mim. Te amo.

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  2. Oi Leila!Que lindo e verdadeiro,quem passa por isto sabe muito bem.Não sabia desta sua habilidade em escrever textos tão lindos.Parabéns!

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  3. Leila querida
    Que palavras intensas!
    Já lhe disse que encontro você em suas palavras, e hoje tanto, ao ponto de reconhecer sua escrita!
    Estou lendo as postagens mais antigas e me deliciando com cada mergulho. Mergulho?
    Sim. É assim que se pode chegar mais perto da sinceridade que expõe: mergulhando!
    Lhe enviei um e-mail para o seu contato no perfil, mas não recebi resposta. Gostaria de conversar mais sobretudo sobre as questões de publicação de livros. Quando puder, me responda.
    Um grande e demorado abraço1

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  4. O que fazer com este vazio, com este abismo que se abre a nossa frente diante de uma perda?
    Seguir de olhos vendados nesta escuridão,onde nem o chão é sentido?
    Profundo e intenso minha amiga,numa beleza de construção e inspiração poética.

    Parabéns pela arte iluminada.

    Meu carinhoso abraço.

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