segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Amor na versão 4


Para começar nossa conversa, venha disposto a conversar. Aceite meu sorriso tímido, de quem não fez um check list antes de sair, de quem não está 100% à vontade, mas está 200% com vontade.
Perdoe-me se o frescor da juventude não estampa mais a minha pele. Aceite o calor que ainda me queima por dentro, hoje muito mais quente do que quando existia frescor.
Eu não terei tempo de reparar seu relógio, nem seu carro, nem o couro da sua carteira. Não é isto que me encanta em você. Mas ouvirei atentamente cada palavra dita, cada sorriso, cada gesto.
Você não precisa pagar a minha parte da conta; a esta altura, contas já não contam tanto assim.
Fique a vontade! Aqui não é errado gostar de Bob Dilan, usar mocassim ou jaqueta de couro. Eu também ainda insisto no blazer vermelho e vez por outra vou cantarolar um Belchior.
Me ofereça algo mais do que frases prontas, copiadas-coladas de um email qualquer. Me ofereça o que for seu de verdade! Eu aceitarei de bom grado e farei disso o meu melhor jantar.
Traga somente você no nosso encontro. Deixe lá fora seus méritos, suas medalhas, seus títulos, sua beca. Venha sem armas, sem truques, sem compromisso. Traga apenas a sua história,  sua trajetória. E isso será o bastante para nos darmos muito bem. Venha você, porque quem te espera aqui sou só eu.
Eu prometo não comparar você comigo, nem com mais ninguém. Prometo ser eu mesma durante todo o tempo em que estivermos juntos.
Sinais do tempo estampam nosso rosto e revelam nossas lutas, mas nossos olhos, turvos pelo tempo e brilhantes de esperança, podem descobrir juntos a alegria a de começar tudo outra vez. Uma página em branco de um caderno usado, capaz de receber uma nova história. E nela escreveremos nossos feitos com um código só nosso e sem nenhum preconceito. Sorrisos que revelarão nossos mais íntimos segredos e a cumplicidade que será a chave única de nós dois. Não foi você nem eu que chegou tarde, foi a vida que tardou para nos unir, provavelmente porque esse era o tempo certo dessa história. O amor não é propriedade exclusiva dos jovens, é propriedade de quem o vive, enquanto o vive. E nós ainda temos muito para viver!

Leila Rodrigues

Imagem da Internet
Publicado no Jornal Agora e no JC Arcos

Olá pessoal,

Este é um texto que muitos me pedem para repostar. Então, como, aqui no Palavras o leitor manda, eis o texto novamente.
Muito obrigada a todos que tem me mandado e-mails com as solicitações e sugestões de texto.  Nos últimos três meses, vocês triplicaram o número de visitas aqui no Palavras. A medida do possível vou repostar e atender a todos. 
Para quem quiser encaminhar alguma solicitação de reposte ou tema o email é leila.palavras@gmail.com

Amor na versão 4 é um texto que fiz para os meus amigos que já passaram dos 40 e buscam um parceiro ou parceira. Seja para começar ou para recomeçar a vida o que eu posso dizer é que tem muitas pessoas incríveis, dispostas, honestas, divertidas e alegres a procura de alguém. Se você é um deles, que você encontre este alguém e seja muito feliz. 

Grande abraço


Leila Rodrigues

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