Olá pessoal,
Não sou muito apegada a
datas e comemorações. Mesmo porque, nas datas comemorativas todas as atenções
já se voltam para o comemorado. Gosto exatamente de escrever do que não está
roda de discussão. Gosto de ouvir a opinião dos meus leitores, isso é muito importante
para mim, assim como quando comento os textos e poemas de vocês, tenho vontade
de me sentar com cada um e discutir o que escreveram. Com alguns já consegui
ter boas conversas. É sempre muito enriquecedor conversar com o autor e temos autores excelentes na nossa blogsfera. esta semana tentei colocar o atributo de resposta aos comentários, mas não deu certo, quem souber como se faz, por favor, me fale. Não vejo a hora de poder responder aos comentários na horinha que chegarem. Obrigada a todos pelo carinho aqui no Palavras.
Abraços e boa
leitura!
Leila Rodrigues
De mudança
para os novos dias
As avós de hoje não fazem mais tricô! Que triste!
Triste nada, isso é fato e dos melhores. Isso explica que não é só a rapaziada
que muda; todos nós mudamos. Se nos assustamos porque hoje os relacionamentos
são diferentes, as escolas são diferentes, as mulheres são diferentes é porque
não olhamos para nós mesmos.
Sim, as avós de hoje são completamente diferentes! Elas
fazem yoga, natação, viajam com os amigos para o exterior, para o pantanal,
para qualquer lugar que seja divertido. Elas dançam a noite inteira, têm uma
agenda cheia e acredite, só vão tomar conta do neto se não tiver outra coisa
para fazer.
É de assustar? Claro que não! É de aplaudir! Se a
rapaziada não é a mesma, se as crianças não são as mesmas, se nós não somos os
mesmos, porque as avós teriam de continuar de coque na cabeça e arrastando
pantufas pela casa? Elas estão certíssimas!
E você não se assuste porque você também está
mudado demais! Quer ver? Pegue uma foto sua há dez anos e repare bem. Dois
minutos apenas, nada mais. Você se reconhece na foto? Quanto daquela pessoa da
foto ainda permanece em você? Não estou falando só de aspectos físicos ou do
frescor da juventude que naturalmente se esvai no tempo, mas de quais eram seus
sonhos, seus planos, seus medos, seus problemas, suas alegrias, suas
preferencias e seus desafetos naquela época e que ainda são os mesmos? Na
maioria das vezes quase nada é o mesmo. Isso porque enquanto um movimento
imperceptível chamado rotação acontece tudo muda de lugar. Inclusive nós. E
como mudamos!
Somos resistentes às mudanças que a vida nos impõe,
temos medo do novo sem sequer percebermos que, quer queiramos ou não, as
mudanças acontecem conosco o tempo todo. Certezas que antes nos eram absolutas
hoje são questionáveis. Fatores que antes eram imprescindíveis hoje são
passíveis de acordo. Que bom!
Mas porque temos tanto medo de mudar? Porque, mesmo
sabendo que as mudanças são parte de nossas vidas, ainda preferimos o velho e
bom "tudo igual"? Reclamamos o tempo todo do cotidiano, dos dias
iguais, da vidinha comum mas, basta o novo bater à nossa porta para que nos
apeguemos ao velho com as garras de um leão faminto.
Somos todos novos. Novos com medo do novo. Novas
crianças, novos jovens, novos pais, novos avós. Adaptados a este mundo cada dia
mais novo que a nós se apresenta. Novas crianças, tão modernas e espertas.
Jovens cada vez mais corajosos e audaciosos.
Sejamos o novo de nossas épocas, independente de
qual fase você vive. Sejamos o que sempre sonhamos ter, uma nova pessoa para
nós mesmos e para o mundo. Novos pais, completamente diferente dos nossos pais,
que amanhã seremos novos avós e assim sucessivamente com todos nós.
Leila Rodrigues
Imagens: Internet
Publicado no Jornal
Agora Divinópolis em 21/08/2012



