domingo, 9 de outubro de 2016

Noves fora?



Mas afinal, quem ganhou? E quem ganhou, ganhou o quê mesmo? Se quem ganhou está perdido, quem perdeu está o quê? O que é ganhar ou perder no jogo das eleições? Em qualquer jogo, um tem que ganhar e o outro perder, mas no jogo das eleições o correto é o povo ganhar. E o povo anda perdendo! Perdendo o rumo, perdendo o ânimo, perdendo a fé. 
Desta vez, pelo menos por aqui, houve muito pouco tumulto. Não fiquei sabendo de nenhuma confusão. Quase ninguém foi preso e absolutamente ninguém tentou me assediar no caminho. Votei. Eu e os outros milhões de brasileiros. Exercemos nosso direito de cidadão? Ou terá sido o dever da opinião? Sei não! 
Em um país que tem mais de 5000 municípios e com mais de 16.000 candidatos a prefeito, acontece de tudo nas eleições municipais. De morte de candidato a candidato que sumiu. É o Brasil! 
Um ganhou de  "balaiada”, o outro por dois votos de diferença e teve ainda aqueles dois que empataram no 5811 votos. Na cidade em que dois irmãos disputavam em chapas diferentes, a mãe provavelmente não votou em nenhum dos dois. Coitada! Situação difícil! E tem ainda um senhor chamado “Nulo”, que concorreu no país inteiro. Pressinto que, se ele se candidatar à presidência, nem precisará de segundo turno. Só não sei se aparece para receber o cargo! E depois, para exercê-lo?
Com tudo isso, em muitas cidades, ainda não se sabe quem ganhou realmente. “Tamo junto irmão!”
Satisfeitos ou não, animados ou não, lá fomos nós, o povo brasileiro, às urnas novamente. O que me assustou foi exatamente o silêncio. A apatia é o primeiro sintoma de uma doença grave chamada desilusão. Deixa como é que está para ver como é que fica? Terá sido só mais um domingo? Eu espero que não. Afinal a história de nossas cidades pode ter realmente recomeçado a ser escrita neste domingo. Caso contrário, vamos ter que esperar, no mínimo, mais 4 anos.
Seja muito bem-vindo você que venceu. Se vai pegar a casa limpa ou suja, arrumada ou de pernas para o ar, isto eu não sei dizer. De qualquer forma, agora é com você! Faça valer o seu nome, faça-nos orgulhosos de você!
Independentemente de partido, de número de votos a favor ou contra, que fique claro para todos que assumirão em 01 de janeiro de 2017, nossas cidades precisam de quem as administre com seriedade e respeito. De quem coloque as necessidades acima dos interesses e sobretudo a ética e a honestidade como base das ações. Porque, caso contrário, noves fora nada!

Leila Rodrigues

Olá pessoal,

atendendo a pedidos, falei das eleições. Me reservo o direito de não fazer apologia a nenhum partido político e nem a nenhum candidato. Ouço muita gente dizer que não gosta de política e o número de votos nulos, brancos e justificados provam este fato. Você não precisa gostar de política, mas precisa gostar da sua cidade, do seu estado e do seu país o bastante para respeitar, cuidar e fiscalizar. Na minha opinião de cidadã, a eleição é apenas o primeiro passo. O nosso papel começa agora. Todos querem seus direitos de cidadãos, mas muitos poucos exercem seus deveres como tal. Cuidar, observar e acompanhar o desenvolvimento de nossos bairros, nossas cidades e consequentemente do estado e do país é trabalho de todos. Todos somos co-responsáveis. 
Se cada lugar tem o governo que merece, que façamos por merecer uma boa administração em nossas cidades.
Grande abraço


Leila Rodrigues






Um comentário:

  1. Uma reflexão bem a propósito do momento em que estamos convivendo. Há desarmonia. Há falta de caráter. Há falta de ética. Há enorme falta de interesses em comum. Nota-se um individualismo contaminante. Importante é a nossa atuação. De 'lupa' nas mãos e olhos bem atentos na gestão de nossas cidades. Afinal, é onde vivemos o nosso dia a dia. Merecemos um mínimo pelo máximo que contribuímos em impostos.
    Abraço.

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